Venezuela, 22 de Diciembre de 2014

Año 2011, Volumen 61 - Número 4
Año 2011, Volumen 61
Número 4


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Artículos Generales
Tendência secular do crescimento em adolescentes do sexo masculino: ganho estatural e ponderal, estado nutricional e sua relação com a escolaridade

Salvador Bianka Caliman, Sylvia do Carmo Castro Franceschini, Silvia Eloiza Priore
Departamento de Nutrição e Saúde. Campus da Universidade Federal de Viçosa. Viçosa-MG. Brasil

RESUMO
Tendência secular do crescimento em adolescentes do sexo masculino: ganho estatural e ponderal, estado nutricional e sua relação com a escolaridade

Objetivou-se caracterizar as modificações do estado nutricional dos adolescentes ao longo do tempo, a evolução do seu crescimento, a escolaridade e sua correlação com a estatura, o peso e o índice de massa corporal. Avaliou-se dados de 2616 adolescentes do sexo masculino com idade entre 17 e 19 anos, que se alistaram no Tiro de Guerra do município de Viçosa-Minas Gerais - Brasil, no decênio 1995-2004. Foi encontrada tendência secular positiva para estatura e peso com incremento mediano de 4 cm e 3 kg, respectivamente, ao longo dos anos. Houve redução nas prevalências de baixa estatura de 28,0% para 11,6% entre os anos de 1995 e 2004. Constatou-se correlação positiva (p<0,05) entre escolaridade e estatura, peso e IMC. A prevalência de excesso de peso (risco de sobrepeso e sobrepeso) aumentou de 7,1% (1995) para 9,1% (2004). Apesar da ocorrência de tendência secular positiva para estatura e peso, essa não foi suficiente para alcançar a mediana do National Center for Health Statistics/Center for Disease Control and Prevention. O aumento da prevalência de excesso de peso e a alta prevalência de baixa estatura devem ser monitorados, sendo necessária a implementação de medidas que visem prevenir a ocorrência desses distúrbios e objetivem o alcance ou a manutenção de um adequado estado nutricional para as gerações futuras.

Palavras chave: Adolescente, estatura, crescimento, estado nutricional.

SUMMARY
Secular trends in growth male adolescents: height and ponderal gains, nutritional state and relation with the education

This work aimed at characterizing the modifications in adolescents nutritional status, growth evolution and education along time and the correlation with the height, weight and body mass index. Data came from 2616 male adolescents soldiers between 17 and 19 years old enlisted for Armed Services in the city of Viçosa-Minas Gerais, Brazil, between 1995 and 2004. There was a positive secular trend for height and weight, with a 4cm and 3kg median increment, respectively, along time. There was a reduction from 28.0% to 11.6% on the prevalence of short stature in the period. It was estimated positive correlation (p<0,05) between education and stature, weight and BMI. The prevalence of weight excess (risk of overweight and overweight) increased from 7.1% (1995) to 9.1% (2004). Although it was observed positive secular trend for stature and weight, it was not sufficient to reach the median of the National Center for Health Statistics/Center for Disease Control and Prevention. Weight excess and short stature prevalence must be monitored, being necessary the implementation of measures that focus to prevent these disturbance and aim at reaching or maintaining an adequate nutritional state for future generations.

Key words: Adolescents, height, growth, nutritional status.


INTRODUÇÃO
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a adolescência compreende a faixa etária que vai dos 10 aos 20 anos. É uma fase de transição entre a infância e o estado adulto e as modificações referentes a essa etapa da vida ocorrem em diversos segmentos do organismo, porém, algumas se tornam mais evidentes, como a maturação sexual, o crescimento estatural e as mudanças na composição corporal (1).

Para que o crescimento e o desenvolvimento se dêem de forma positiva, é necessária a interação de fatores ambientais e genéticos. O alcance do potencial genético depende da existência de adequado estado nutricional, de saúde e de condições de vida em geral (2).

As mudanças que ocorrem no crescimento, avaliadas pela antropometria, proporcionam estimativas do estado de saúde, relativo ao crescimento, ao desenvolvimento, à nutrição e às seqüelas mórbidas, individuais ou de grupo, evidenciando processos fisiológicos que envolvem alterações no peso e na altura. Essas mudanças que ocorrem durante período prolongado de tempo, denominadas tendências seculares, podem ser usadas para a vigilância nutricional (3).

O termo tendência secular do crescimento é definido a partir do padrão populacional de crescimento e desenvolvimento somático de crianças e adolescentes, ou seja, reflete a sensibilidade dos processos de crescimento e maturação às condições ambientais em que o indivíduo está inserido, não sendo estática; podendo ser positiva, negativa ou nula (4).

Van Wieringen (5) relata a importância dos estudos sobre tendência secular do crescimento, visto que estes servem como indicadores de saúde, pois alterações nos padrões de crescimento refletem mudanças na mortalidade e na morbidade; de base para a determinação de valores de referência, permitindo diferenciar o processo do crescimento normal de quaisquer outros distúrbios do crescimento; e evidenciam o impacto social a partir da determinação das mudanças no crescimento (tamanho de vestuário, mobília, instrumentos, arquitetura das casas, dos locais públicos, etc).

Estudos demonstram tendência secular positiva para estatura (6-12), peso (12 e 13) e índice de massa corporal (12-16), assim como redução nas prevalências de desnutrição (17) e baixa estatura (17 e 18). Essas mudanças têm sido atribuídas a melhores condições de vida como nutrição, controle de enfermidades, habitação, saneamento e lazer, permitindo assim condições para o desenvolvimento do potencial genético (5, 19, 20).

Kac (19) relata que Villermé sugeriu que modificações na estatura média de uma nação eram sensíveis a condições nutricionais e ambientais, sendo essas transformações utilizadas em análises da conjuntura econômica e social.

Baseando-se no fato de que os estudos de tendência secular do crescimento são considerados instrumentos para avaliação da trajetória física de populações, bem como da existência de desigualdades sociais entre diferentes grupos humanos; avaliar os dados de todos os homens da cidade de Viçosa, estado de Minas Gerais, no últimos dez anos, torna-se extremamente importante, uma vez que se poderá analisar como os homens que se encontram na fase final da adolescência, estão alcançando a vida adulta, em relação ao estado nutricional.

A partir desses dados, que representam a situação da totalidade dos indivíduos do sexo masculino que se encontram no final da adolescência, objetivou-se caracterizar modificações do estado nutricional da população em questão ao longo do tempo, a evolução do seu crescimento em relação à presença ou não de ganho estatural e ponderal, assim como, correlacionar a escolaridade com a estatura, o peso e o índice de massa corporal desses adolescentes.


CASUÍSTICA E MÉTODO
O estudo compreendeu dados secundários de 2616 adolescentes, que representa basicamente 100% da população masculina do município de Viçosa, estado de Minas Gerais - Brasil, na faixa etária de 17 a 19 anos, no decênio 1995-2004; adolescentes estes que se apresentaram no Tiro de Guerra, visto que no Brasil todo homem, nesta faixa etária é obrigado a se alistar às Forças Armadas Brasileiras. No momento do alistamento, é realizado, por profissionais especializados, vários exames físicos, entre eles são verificadas as medidas de peso e de estatura.

Não foi possível a obtenção dos dados referentes ao ano de 1998, uma vez que esses não se encontravam armazenados no banco de dados do Tiro de Guerra de Viçosa e não foi possível recuperá-los.

A partir dos bancos de dados, selecionou-se informações referentes ao: nome, data de nascimento, ano de alistamento, peso, altura e escolaridade dos alistados.

Com os dados de altura e de peso, verificou-se o incremento estatural e ponderal, respectivamente, entre cada um dos anos e entre os dez anos de estudo. Com os dados de peso e de estatura, calculou-se o Índice de Massa Corporal (IMC). A classificação do estado nutricional (baixo peso, baixa estatura, risco de sobrepeso e sobrepeso), bem como a referência antropométrica adotada foi a do National Center for Helath Statistics/Center for Disease Control and Prevention (CDC) (21).

Para avaliar a escolaridade dividiu-se em cinco níveis: ensino fundamental incompleto (EFI) e completo (EFC), ensino médio incompleto (EMI) e completo (EMC) e ensino superior incompleto (ESI).

Os dados foram analisados através dos softwares Sigma Stat for Window e EPI INFO versão 6.04, considerando-se estatisticamente significante p<0,05 ou 5%.

Foram utilizados o teste t – Student e Análise de Variância, complementada com Tukey, para variáveis com distribuição normal. Para as demais utilizou-se Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, complementado com Dunn´s. para verificar associação entre variáveis categóricas, utilizou-se o teste do Qui-quadrado (c2).

Apesar dos dados serem secundários, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Viçosa.


RESULTADOS
A mediana e a média estatural corresponderam a 173,0 e 173,06 cm, respectivamente, no decênio analisado. Encontrou-se diferença estatisticamente significante entre as alturas, havendo ganho estatural entre os anos (Tabela 1). O incremento de estatura mediano e médio foi de 4,0 cm e de 3,4 cm, respectivamente. O comportamento da tendência secular não foi linear no período de estudo, pois houveram oscilações positivas e negativas quando analisadas ano a ano.

Para o peso, a mediana e a média foram, 63,0 kg e 64,73 kg, respectivamente. A variação de peso para os dez anos estudados, levando em consideração a mediana, foi de 3 kg. Observou-se aumento no decorrer dos anos, com diferença estatisticamente significante (Tabela 1). A tendência positiva para o peso ocorreu de forma constante somente entre os anos extremos do estudo (1995 e 2004), sofrendo oscilações ao longo dos anos analisados.

TABELA 1
Média, Desvio Padrão (DP), valores Mínimo (MI), Máximo (MA)
e Mediano (ME) e D mediano da estatura, peso e IMC
dos adolescentes, em relação aos anos analisados


Ano de Alistamento Estatura (cm)* D          


n
Média ± DP
MI
MA
ME
mediano
1995   296 170,486 ± 6,170 155 192 170 -
1996   348 172,523 ± 6,735 153 196 172 2
1997   265 172,460 ± 6,874 155 202 172 0
1999   416 173,091 ± 6,494 156 194 173 1
2000   331 173,795 ± 6,447 156 194 174 1
2001   292 173,627 ± 6,501 156 190 173 -1
2002   274 174,058 ± 6,285 160 195 174 1
2003   142 174,577 ± 6,869 153 193 175 1
2004   252 173,893 ± 6,663 133 193 174 -1
1995-2004

2616
173,065 ± 6,624
133
202
173
4a

Ano de Alistamento Peso (kg)**   D        


n
Média ± DP
MI
MA
ME
mediano
1995   296 63,807 ± 10,076 42 110 62 -
1996   347 63,372 ± 11,329 38 130 61 -1
1997   265 65,230 ± 10,324 48 108 64 3
1999   416 64,091 ± 8,501 44 95 63 -1
2000   329 65,258 ± 10,051 50 113 63 0
2001   292 64,712 ± 9,321 47 103 64 1
2002   274 65,599 ± 8,737 48 95 65 1
2003   142 65,268 ± 10,139 45 102 64 -1
2004   252 66,278 ± 10,657 45 118 65 1
1995-2004
***
2613
64,728 ± 9,916
38
130
63
3a

Ano de Alistamento IMC (kg/m²)**   D        
    n Média ± DP MI MA ME mediano
1995   296 21,929 ± 3,097 15,7 37,5 21,5 -
1996   347 21,234 ± 3,173 19,5 36,8 20,7 -0,8
1997   265 21,900 ± 2,970 15,8 34,3 21,6 0,9
1999   416 21,369 ± 2,400 15,6 30,1 21,1 -0,5
2000   329 21,544 ± 2,711 16,7 33,8 21,1 0
2001   292 21,441 ± 2,693 15,8 30,8 21,2 0,1
2002   274 21,637 ± 2,503 16,3 32,3 21,4 0,2
2003   142 21,367 ± 2,667 15,7 31,6 21,2 -0,2
2004   252 21,896 ± 3,220 16,3 41,8 21,4 0,2
1995-2004 *** 2613 21,577 ± 2,838 15,5 41,8 21,2 -1a
1998: sem informação              

Estatura: *ANOVA: p<0,05; Teste Tukey: 1995 < 1996, 1997, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004;1996 e 1997 <2003.
Peso: **Kruskal-Wallis: p<0,05; Método Dunn’s: 1996 < 2002 e 2004.
IMC: **Kruskal-Wallis: p<0,05; Método Dunn’s: 1996 < 1995, 1997 e 2004.
*** Três adolescentes não apresentavam dados de peso.
D = Valor mediano do ano correspondente - Valor mediano do ano anterior.
a Valor mediano do ano 2004 - Valor mediano do ano 1995.

A mediana e a média para o IMC, encontradas nestes dez anos foram de 21,2 kg/m² e 21,6kg/m², respectivamente. No decorrer dos anos observou-se oscilações nos valores referentes a esse índice, sendo constatada diferença estatisticamente significante de 1996 (que apresentou o menor valor) em relação a 1995,1997 e 2004 (Tabela 1).

Verificou-se que a prevalência de baixo peso basicamente dobrou de 1995 para 1996, diminuindo em 1999 e mantendo valores mais baixos nos anos seguintes, mas permanecendo sempre acima dos 5% esperados. Diferenças estatisticamente significantes foram encontradas no período estudado (Tabela 2).

TABELA 2
Estado Nutricional dos adolescentes, de acordo com o IMC
para idade (segundo CDC, 2000), em relação aos anos analisados


Ano de Estado Nutricional                    
Alistamento Baixo Peso* Eutrofia Risco de Sobrepeso** Rico       Sobrepeso   Sobrepeso+





Sobrepeso***








n
%
 
n
 
%
 
n
 
%
 
n
 
%
 
n
 
%
 

 
1995 18 6,1 257 86,8 14 4,7 7 2,4 21 7,1  
1996 43 12,4 279 80,4 17 4,9 8 2,3 25 7,2  
1997 20 7,5 222 83,8 17 6,4 6 2,3 23 8,7  
1999 29 7,0 366 88,0 19 4,5 2 0,5 21 5,0  
2000 25 7,6 279 84,8 17 5,2 8 2,4 25 7,6  
2001 29 9,9 245 83,9 14 4,8 4 1,4 18 6,2  
2002 20 7,3 241 88,0 10 3,6 3 1,1 13 4,7  
2003 11 7,8 122 85,9 7 4,9 2 1,4 9 6,3  
2004 26 10,3 203 80,6 19 7,5 4 1,6 23 9,1  
1995-                      
2004**** 221 8,5 2214 84,7 134 5,1 44 1,7 178 6,8  
1998: sem informação                      

*c² (prevalência de baixo peso do ano correspondente e prevalência de baixo peso do ano de comparação X total da população do ano correspondente e total da população do ano de comparação): 1996 > 1995, 1999 e 2002.

**
c² (prev. de sobrepeso do ano corresp. e prev. de sobrepeso do ano de comparação X total da pop. do ano corresp. e total da pop. do ano de comparação): 1999 < 1995, 1996, 1997 e 2000.

***
c² (prev. de excesso de peso do ano corresp. e prev. de excesso de peso do ano de comparação X total da pop. do ano corresp. e total da pop. do ano de comparação): 2004 > 1999 e 2002.
****Três adolescentes não apresentavam dados de peso.

No que se refere ao sobrepeso, encontrou-se diferenças significantes entre 1999 e 1995, 1996, 1997 e 2000, apresentando queda na prevalência de sobrepeso em 1999, com aumento em 2000 (Tabela 2).

Em relação ao excesso de peso (incluindo risco de sobrepeso e sobrepeso) houve oscilações no decorrer dos anos, mas houve tendência a aumento da prevalência, sendo esta, em 1995, de 7,1%, passando em 2004 a 9,1%. As diferenças estatísticas foram observadas entre os anos de 1999 e 2002 e o ano de 2004, sendo esse o que alcançou maior valor. Destaca-se que em nenhum dos anos analisados o sobrepeso atingiu os 5% esperados pela população de referência e, tampouco, os 15% esperados quando se considerou excesso de peso.

No período de 1995 a 2004 obteve-se 15,7% de baixa estatura, ou seja, valor três vezes acima daquele esperado para a população (5%). No entanto houve redução estatisticamente significante, nas prevalências ao decorrer dos anos. Apesar dessa redução observou-se que em todos os anos estudados o percentual de baixa estatura encontrado foi sempre superior aos 5% esperados (Tabela 3).

TABELA 3
Prevalência de baixa estatura dos adolescentes,
em relação aos anos analisados


Ano de Baixa estatura Vezes acima    
Alistamento
Total
n
%
de 5%*

1995 296 83 28,0 5,6
1996 348 58 16,7 3,34
1997 265 52 19,6 3,92
1999 416 66 15,9 3,18
2000 331 37 11,2 2,24
2001 292 41 14,0 2,8
2002 274 31 11,3 2,26
2003 142 15 10,6 2,12
2004 252 29 11,6 2,32
1995-2004 2616 412 15,7 3,14
1998: sem informação        

* 5% = Percentual esperado de baixa estatura (26).
c 2 (prevalência de baixa estatura do ano correspondente e prevalência de baixa estatura do ano de comparação X total da população do ano correspondente e total da população do ano de comparação):1995 > 1996, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004;1996 > 2000;1997 > 2000, 2002, 2003 e 2004.


Não foi encontrada associação entre estado nutricional e presença/ausência de baixa estatura Em relação à escolaridade percebeu-se que, ao longo dos anos houve maior número de adolescentes com ensino médio incompleto ao mesmo tempo em que diminuiu os com ensino fundamental incompleto (Tabela 4).

Quando comparada a escolaridade com a estatura observou-se diferença estatisticamente significante entre o nível "Ensino Fundamental Incompleto" e os níveis: "Ensino Médio Incompleto", "Ensino Médio Completo" e "Ensino Superior Incompleto", sendo que para as três comparações, os adolescentes que pertenciam ao nível "Ensino Fundamental Incompleto" apresentaram mediana de estatura menor. Além disso, aqueles que se enquadravam no nível "Ensino Médio Incompleto" apresentaram valores estaturais medianos inferiores àqueles do "Ensino Médio Completo" e "Ensino Superior Incompleto" (Tabela 5).

TABELA 4
Escolaridade dos adolescentes em relação ao ano de alistamento


Ano de Escolaridade                    
Alistamento EFI EFC EMI EMC ESI Total          


n
%
n
%
n
%
n
%
n
%

1995 144 48,8 - - 119 40,4 21 7,1 11 3,7 295
1996 190 54,8 - - 123 35,4 17 4,9 17 4,9 347
1997 114 43,0 1 0,4 125 47,2 15 5,6 10 3,8 265
1999 134 32,2 - - 231 55,5 35 8,4 16 3,9 416
2000 96 29,0 - - 194 58,6 23 7,0 18 5,4 339
2001 51 17,5 2 0,7 190 61,5 41 14,0 8 2,7 292
2002 46 16,8 4 1,4 174 63,5 38 13,9 12 4,4 274
2003 39 27,5 - - 84 59,2 10 7,0 9 6,3 142
2004 40 16,3 - - 174 71,0 23 9,4 8 3,3 245
1995-                      
2004* 854 32,8 7 0,3 1414 54,2 223 8,5 109 4,2 2607
1998: sem informação                      

* Nove adolescentes não apresentavam dados de escolaridade.
EFI - Ensino Fundamental incompleto
EFC - Ensino Fundamental completo
EMI - Ensino Médio incompleto 
EMC - Ensino Médio completo
ESI - Ensino Superior incompleto

Quanto ao peso, além do nível "Ensino Fundamental Incompleto" ter apresentado mediana menor em relação a todos os outros níveis, verificou-se também diferença estatisticamente significante entre o nível "Ensino Médio Incompleto" e os níveis "Ensino Médio Completo" e "Ensino Superior Incompleto", apresentando o primeiro, valor inferior para essa variável.

No que se refere ao IMC, o nível "Ensino Fundamental Incompleto" apresentou valores significativamente menores em relação aos níveis "Ensino Médio Completo" e "Ensino Superior Incompleto", sendo que o nível "Ensino Médio Completo" ainda apresentou valores maiores para esse índice, quando comparado ao "Ensino Médio Incompleto".

TABELA 5
Escolaridade e estatura, peso e IMC dos adolescentes


Comparações      
das Faixas de Variáveis    
escolaridade
Estatura (cm)
Peso (kg)
IMC (kg/ m²)

EFI x EFC p=0,138 p=0,025** (EFI<EFC) p=0,071
EFI x EMI p<0,001* (EFI<EMI) p<0,001** (EFI<EMI) p=0,284
EFI x EMC p<0,001* (EFI<EMC) p<0,001** (EFI<EMC) p<0,001** (EFI<EMC)
EFI x ESI p<0,001* (EFI<ESI) p<0,001** (EFI<ESI) p=0,029** (EFI<ESI)
EFC x EMI p=0,707 p=0,094 p=0,101
EFC x EMC p=0,892 p=0,322 p=0,324
EFC x ESI p=0,854 p=0,235 p=0,164
EMI x EMC p=0,007* (EMI<EMC) p<0,001** (EMI<EMC) p<0,001** (EMI<EMC)
EMI x ESI p=0,032* (EMI<ESI) p=0,014** (EMI<ESI) p=0,093
EMC x ESI p=0,857 p=0,490 p=0,157

* Teste t (p<0,05);
** Teste Mann-Whitney (p<0,05)
EFI - Ensino Fundamental incompleto
EFC - Ensino Fundamental completo
EMI - Ensino Médio incompleto
EMC - Ensino Médio completo
ESI - Ensino Superior incompleto

DISCUSSÃO
Em relação à estatura, Priore (22) em estudo com adolescentes, encontrou para os do sexo masculino, de 16 a 18 anos, média de estatura igual a 176,2 cm. Esse trabalho foi desenvolvido na cidade de São Paulo com estudantes da rede pública estadual e, embora se refira também aos adolescentes com idade inferior aos aqui estudados, apresentou média estatural maior em relação aos anos próximos ao que foi realizado o estudo atual (1997: 172,46 cm; 1999: 173,091 cm), como também em relação a todos os demais anos analisados (Tabela 1).

Anjos et al. (23) analisaram o crescimento e o estado nutricional de escolares do município do Rio de Janeiro, de 4 a 17 anos, no ano de 1999. Para os do sexo masculino de 17 anos, foi encontrado 173,8 cm como média de estatura. Esse resultado reflete valor mais próximo ao encontrado nesse estudo (1999: 173,09 cm), no entanto vale ressaltar que os autores consideraram somente os jovens de 17 anos, enquanto no atual, a faixa etária foi de 17 a 19 anos.

Guedes e Guedes (24) encontraram no município de Londrina, para rapazes de 17 anos, média de 173,5 cm. Esse achado indica adolescentes maiores para alguns dos anos analisados neste estudo, inclusive 1995 (170,5 cm), que seria o ano mais próximo ao que os autores avaliaram, apesar deles pertencerem a uma faixa etária menor.

Segundo Burrows et al. (18) é difícil separar a influência que os fatores genéticos e ambientais exercem sobre o crescimento de uma população, no entanto, a tendência secular em estatura permite visualizar a variação do componente ambiental. Populações que mostram tendência secular positiva quanto ao crescimento estatural, evidenciam superação dos fatores ambientais adversos sobre o crescimento.

França-Júnior, Silva e Monteiro (10), a partir de dados obtidos no alistamento militar, observaram tendência secular em estatura de adolescentes nascidos na cidade de São Paulo entre 1950 e 1976, obtendo incremento estatural de 3,42 cm, nos 26 anos de estudo. Em proporção, observou-se para a população de Viçosa um maior crescimento estatural médio, ou seja, se em 10 anos esse crescimento foi de 3,4 cm, em 26 anos a população viçosense teoricamente cresceria mais que a de São Paulo. No entanto, não se pode desconsiderar que se trata de temporalidades e localidades diferentes.

A tendência secular em estatura em recrutas da Marinha do Brasil, nascidos entre 1940 e 1965, foi estudada por Kac (9). Constatou-se que a tendência das médias de estatura para o país como um todo demonstrou aumento da ordem de 0,105 cm por ano, no intervalo de 25 anos. Para o último qüinqüênio (1960 a 1965), obteve-se média de estatura de 170,3 cm para o Brasil como um todo. Já a tendência secular em estatura em recrutados da Marinha brasileira, nascidos entre 1970 e 1977, demonstrou aumento da ordem de 0,2 cm por ano (25).

As médias de estatura em Viçosa-MG demonstraram tendência secular positiva. No entanto, mesmo sendo constatado aumento da altura, esse não tornou a população capaz de alcançar o percentil 50 do parâmetro antropométrico utilizado em relação à idade (21), para todos os anos.

Monteiro et al. (8) encontraram que de 1952 para 1967 a altura média dos adultos brasileiros aumentou em 1,3 cm. No entanto, semelhantemente ao observado no atual estudo, em todos os anos analisados houve presença de déficit estatural quando comparado à população de referência (21).

Priore (22), encontrou, para adolescentes do sexo masculino, na faixa etária de 16 a 18 anos, mediana igual a 68,2 kg. Para os anos de 1997 e 1999 desse estudo, as medianas encontradas foram de 64 kg e 63 kg, respectivamente, as quais refletem valores inferiores ao encontrado por Priore em 1998.

Anjos et al. (23) encontraram mediana de peso igual a 61,2 kg para escolares de 17 anos no município do Rio de Janeiro, no ano de 1999. No estudo atual, a mediana de peso foi de 63 kg, refletindo valor superior, que, no entanto refere-se a adolescentes mais velhos.

Quanto ao IMC, os autores (23) observaram em seu estudo que os rapazes obtiveram valor mediano de 20,8 kg/m2, em 1999. No estudo atual, o valor obtido foi, em 1999, de 21,1 kg/m2, mesmo considerando-se uma faixa etária maior e mais velha.

Priore (22) encontrou, para adolescentes paulistas do sexo masculino de 16 a 18 anos em 1998, valor mediano de IMC de 21,6 kg/m2, próximo ao encontrado nesse estudo. No que se refere aos valores obtidos nos anos de 1997 (IMC: 21,6 kg/m2) e 1999 (IMC: 21,1 kg/m2) essa proximidade manteve-se.

Considerando o estado nutricional dos adolescentes, uma vez que foi encontrada tendência a aumento da prevalência de excesso de peso (incluindo risco de sobrepeso e sobrepeso) ao longo dos anos, deve-se permanecer alerta, ao passo que já se reconhece um aumento na prevalência de excesso de peso na população mundial e os malefícios que ele pode acarretar (26,27).

Cabe ressaltar que apesar das preocupações atuais com o sobrepeso na adolescência, que necessita mesmo ser considerado, o baixo peso também deve ser motivo de preocupação.

Coelho, Sichieri e González (28) semelhante ao obtido neste trabalho, encontraram para adolescentes do sexo masculino do Rio de Janeiro maior prevalência de baixo peso em relação à de sobrepeso. Em contrapartida, Vieira et al. (29) analisando o perfil nutricional de adolescentes universitários, encontraram para o sexo masculino (entre 18 e 19 anos) 2,5% e 6,3% de baixo peso e sobrepeso, respectivamente.

Priore (22) e Garcia, Gambardella e Frutuoso (30) encontraram porcentagem total de desvios nutricionais, para o sexo masculino, superior ao obtido nesse estudo, para todos os anos. Estudando adolescentes de 12 a 18 anos, Priore (22) obteve prevalências de baixo peso e risco sobrepeso/sobrepeso, de 7,5% e 15,6%, respectivamente. Garcia, Gambardella e Frutuoso (30), para adolescentes de 10 a 14 anos de idade, encontraram a presença de baixo peso e excesso de peso (incluindo risco de sobrepeso e sobrepeso), respectivamente, em 2,2% e 19,6% deles.

Vasconcelos & Silva (16) analisando a prevalência de excesso de peso em adolescentes do sexo masculino no nordeste, de 1980 a 2000, observaram que a curva foi ascendente. Os autores ressaltam que essa tendência ascendente nos últimos anos associou-se a um período de certa estabilidade na década de 80, seguida de uma velocidade mais rápida na década posterior.

Abrantes, Lamounier e Colosimo (31), analisando dados da Pesquisa sobre Padrões de Vida, encontraram para as faixas etárias de 17, 18 e 19 anos, prevalência de excesso de peso (incluindo risco de sobrepeso e sobrepeso) igual a 7,5%, 8,9% e 9,4%, respectivamente.

É conhecido que a nutrição e o crescimento estão intrinsecamente associados, já que os indivíduos não conseguem alcançar seus potenciais genéticos de crescimento se não tiverem atendidas suas necessidades nutricionais básicas, acarretando déficits estaturais para sua idade (32). Reconhece-se que o crescimento estatural é um bom indicador da qualidade do ambiente em que se vive se correlacionando claramente com o nível socioeconômico e com o grau de desenvolvimento do país (18). Dessa forma, uma possível explicação para a redução das prevalências de baixa estatura estaria baseada na ocorrência de melhorias das condições de vida da população.

Neste estudo encontrou-se prevalência de baixa estatura de 15,7%, que, apesar de ter diminuído ao longo dos anos, ainda permaneceu acima do esperado (21) (Tabela 3).

Martins et al. (33) estudando adolescentes de duas cidades do estado de São Paulo, na faixa etária de 10 a 19 anos, encontraram que 12,6% deles tinham estatura abaixo do percentil 5 do referencial antropométrico preconizado pelo CDC (21).

Burrows et al. (18) também encontraram prevalência de baixa estatura superior a encontrada no atual estudo para rapazes chilenos maiores de 12 anos (26,2%).

Para o Brasil verificou-se, entre 1975 e 1996, redução na prevalência de déficit estatural correspondente a cerca de 72%. Já na região rural, o declínio também ocorreu, porém de forma mais lenta (17).

Observou-se que o estado nutricional não apresentou associação (p>0,05) com a presença de baixa estatura; enquanto que em estudo sobre obesidade e desnutrição em uma população da cidade de São Paulo, Sawaya et al. (34) encontraram que a obesidade associada ao retardo era mais comum que a obesidade sem o retardo do crescimento, tanto nas crianças mais jovens, quanto nos adolescentes.

Priore (35) encontrou prevalência de sobrepeso/obesidade em 19% dos adolescentes residentes em favelas de São Paulo, sendo que destes, um terço apresentava também comprometimento de estatura.

Quanto à escolaridade, o fato de o número de adolescentes com ensino médio incompleto ter aumentado a partir de 1997 vem refletir, possivelmente, na necessidade de maior escolaridade para atender ao mercado de trabalho.

Considerando que aos sete anos de idade o indivíduo deveria estar iniciando a primeira série do ensino fundamental, aos 17 anos ele estaria cursando o terceiro ano do ensino médio, observando-se que parte considerável da população estudada apresentou inadequação quanto à faixa de escolaridade para a idade. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, relata que a média de estudo da população brasileira para os jovens de 17 anos é de 7,2 anos, quando deveria ser de 11 anos e para os de 20 a 24 anos é de 8,2 anos (http://www.ibge.org.br) (36).

Neste trabalho, a forma como se apresentava disposta a classificação da escolaridade nos bancos de coleta de dados não permitiu que fosse feita uma análise em anos de escolaridade. Mas, os dados obtidos permitem verificar que existiam adolescentes com defasagem em relação à escolaridade considerada adequada.

Priore (22), analisando a escolaridade entre os adolescentes de São Paulo que estudavam em escolas públicas e que desenvolviam ocupação profissional, encontrou que 60,7% estavam em série escolar inadequada para a idade (p<0,05).

Para Oliveira e Robazzi (37) o trabalho na adolescência seria um dos motivos para o abandono do estudo, uma vez que entrar no mercado de trabalho durante essa época da vida, , significa trabalhar e estudar ao mesmo tempo ou deixar a escola em função do trabalho.

Estudando alguns fatores determinantes do trabalho precoce na adolescência, os autores citados anteriormente verificaram que, quanto à relação idade-série, a maioria dos adolescentes apresenta-se com idade maior do que aquela que deveria apresentar em relação à série de estudo, derivada da repetência escolar associada ao próprio sistema educacional e ao trabalho exercido precocemente. Os adolescentes apontam como fatores para o problema a falta de interesse e a dificuldade em aprender, bem como ao cansaço ocasionado pelo trabalho (37).

Priore (22) encontrou que a realização de ocupação profissional dentre os adolescentes estudados demonstrou efeito negativo sobre o rendimento escolar.

Quando as diferentes faixas de escolaridade propostas foram comparadas com a estatura, o peso e o IMC, obteve-se que os adolescentes que apresentaram escolaridade mais baixa estariam mais susceptíveis a possuir valores para estatura, peso e IMC inferiores àqueles com escolaridade mais alta (Tabela 5).

Kac (9), encontrou que à medida que a escolaridade aumentava, aumentava também a estatura média.

Finalmente ressalta-se que os pontos evidenciados devem ser monitorados, uma vez que os efeitos negativos que o baixo peso representa ao crescimento e desenvolvimento já são reconhecidos, junto com o excesso de peso e as complicações a ele associadas. Além disso, no que se refere à baixa estatura devem ser implementadas medidas de intervenção precoces com o objetivo de prevenir a ocorrência desse agravo nutricional, uma vez que, terminada a adolescência, o déficit estatural adquirido já não será mais passível de recuperação

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Recibido: 27/07/2006
Aceptado: 18/12/2006


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