Venezuela, 8 de Febrero de 2012

Año 2011, Volumen 61 - Número 3
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Trabajos de Investigación
Deficiência de vitamina A em pré-escolares da cidade do Recife, Nordeste do Brasil

Maria Magdala Sales de Azevedo, Poliana Coelho Cabral, Alcides da Silva Diniz, Mauro Fisberg, Regina Mara Fisberg, Ilma Kruze Grande de Arruda
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP),
Faculdade de Saúde Pública Universidade de São Paulo (USP). Brasil

RESUMO
Deficiência de vitamina A em pré-escolares da cidade do Recife, Nordeste do Brasil

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de deficiência de vitamina A (DVA) em pré-escolares da cidade do Recife, Nordeste Brasileiro. A amostra foi composta por 344 crianças, de 24 a 60 meses, de ambos os sexos, em 18 creches públicas da cidade do Recife, em 2007. O estado nutricional de vitamina A foi avaliado pelos indicadores bioquímico (retinol sérico) e dietético (inquérito de consumo alimentar) e o status pondo-estatural através dos índices antropométricos peso/idade (P/I), altura/idade (A/I) e peso/altura (P/A). A prevalência de níveis de retinol sérico baixos (<0,70mmol/L) foi de 7,7% (IC 95% 4,88 – 11,81), caracterizando a DVA como problema de saúde pública do tipo leve, segundo critérios da Organização Mundial de Saúde. Por outro lado, 29,6% (IC 95% 24,22 – 35,63) das crianças apresentaram níveis aceitáveis ou marginais (0,70 a 1,04mmol/L) de retinol. Em relação ao consumo de vitamina A, os valores abaixo da EAR (Estimated Average Requirement), de 210mg/dia para crianças de 24 a 47 meses e de 275mg/dia para crianças de 48 a 96 meses de idade foi de 8,1% e 21,3%, respectivamente. As prevalências de déficits antropométricos (<-2 escores –Z) nos pré-escolares foram de 2,5% para o indicador P/I, de 8,6% quanto ao A/I e de 1,5% em relação ao P/A. Os dados acima evidenciam a importância da institucionalização para o adequado estado nutricional das crianças e manutenção dos estoques adequados de vitamina A. Todavia, são necessários mais estudos enfocando pré-escolares não institucionalizados, ou seja, crianças que vivem fora do ambiente privilegiado das creches.

Palavras-chave: Consumo alimentar, pré-escolares, vitamina A, deficiência de vitamina A, retinol sérico.



Recibido: 24/02/2010
Aceptado: 07/04/2010



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