Venezuela, 22 de Febrero de 2012

Año 2011, Volumen 61 - Número 3
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Trabajos de Investigación
Fatores associados ao excesso de peso corporal em escolares da tríplice fronteira: Argentina, Brasil e Paraguai

Elto Legnani, Rosimeide Francisco Santos Legnani, Valter Cordeiro Barbosa Filho, Kleverton Krinski, Hassan Muhamed Elsangedy, Wagner de Campos, Sergio Gregório da Silva, Adair da Silva Lopes
Instituto Federal do Paraná. Centro de Pesquisa em Exercício e Esporte da Universidade Federal do Paraná. Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Paraná. Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina. Brasil

RESUMO
Fatores associados ao excesso de peso corporal em escolares da tríplice fronteira: Argentina, Brasil e Paraguai

A região da Tríplice Fronteira apresenta diversos problemas sociais e de saúde na população jovem, contudo, não há informações sobre a proporção de adolescentes com excesso de peso corporal. Este estudo investigou a prevalência de excesso de peso corporal e os fatores associados em escolares da Tríplice Fronteira: Argentina, Brasil e Paraguai. Participaram do estudo 1.183 escolares, de 15 a 18 anos de idade. O excesso de peso corporal foi identificado segundo os pontos de corte do índice de massa corporal, propostos pela Organização Mundial de Saúde. O questionário do Global School-Based Student Health Survey foi utilizado para identificar fatores sociodemográficos (sexo e faixa etária) e comportamentais (atividade física fora da escola, deslocamento à escola, tempo assistindo TV e consumo de frutas, vegetais, doces e salgados) associados ao excesso de peso corporal. Utilizou-se a estatística descritiva, análise de variância, qui-quadrado e regressão logística binária, adotando-se p<0,05. Treze por cento dos escolares apresentaram excesso de peso corporal. Os rapazes tiveram aproximadamente duas vezes mais chances de ter excesso de peso corporal do que as moças, independentemente da nacionalidade. Os escolares brasileiros que se deslocavam à escola passivamente e os escolares argentinos com baixo consumo de vegetais (< 1 vez/dia) tiveram 2,2 e 2,9 vezes mais chances de ter excesso de peso corporal do que seus pares que realizavam deslocamento ativo e que consumiam vegetais diariamente, respectivamente. Estes resultados sugerem que políticas públicas de combate ao excesso de peso corporal devem focar a promoção hábitos saudáveis entre os jovens da Tríplice Fronteira.

Palavras chave: Adolescentes, excesso de peso, índice de massa corporal, comportamento do adolescente, Argentina, Brasil, Paraguai.



Recibido: 18/08/2010
Aceptado: 09/12/2010



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