P278/S5-P23 COMÉRCIO INFORMAL DE ALIMENTOS NO ENTORNO DE ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS DE UMA METRÓPOLE BRASILEIRA – ESTUDO DA COMERCIALIZAÇÃO DE ALIMENTOS EM ESCOLAS BRASILEIRAS (CAEB)
- Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brazil
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil
- Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil
- Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil
- Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
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Resumo
P278/S5-P23 COMÉRCIO INFORMAL DE ALIMENTOS NO ENTORNO DE ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS DE UMA METRÓPOLE BRASILEIRA – ESTUDO DA COMERCIALIZAÇÃO DE ALIMENTOS EM ESCOLAS BRASILEIRAS (CAEB)
Contexto: O comércio informal de alimentos no entorno escolar representa uma oferta de alimentos aparentemente fora do alcance regulatório do poder público e pode mostrarse como obstáculo à promoção da alimentação saudável. Objetivo: Caracterizar o ambiente alimentar informal do entorno de escolas públicas e privadas. Métodos: foram analisados dados do Estudo da Comercialização de Alimentos em Escolas Brasileiras (CAEB), numa amostra representativa de escolas de Recife, Brasil. Analisamos 131 comércios informais no entorno das escolas segundo a categoria administrativa escolar. Resultados: A maioria dos informais concentrava-se no quarteirão da escola sob estrutura de barraca (41,2%), carrinho (24,4%) e caixa de isopor (11,5%). Para 90,8% essa atividade representava a principal fonte de renda atuando unicamente no entorno escolar. Majoritariamente autodeclarados pretos ou pardos (71,7%), 43,5% apontaram o desemprego como principal motivo para informalidade. Parte relatou ação de impedimento por fiscais municipais (21,4%) e proibição de produtos por sugestão da direção da escola, mais frequente no entorno das escolas públicas (p = 0,000), onde, por lei, não há comércio interno de alimentos. Houve diferença na disponibilidade de produtos predominantes no entorno de escolas públicas em relação às privadas: biscoito ultraprocessado (p = 0,000), bolo ultraprocessado (p = 0,037), bolo (preparação culinária) (p = 0,001), café (p = 0,000), doce à base de frutas ou legumes (p = 0,000), fruta fresca (p = 0,004), guloseimas (p = 0,037), néctar (p = 0,000), pipoca industrializada (p = 0,000), suco natural (p = 0,001) e tapioca sem recheio ultraprocessado (p = 0,008). Além de todos os salgados assados (com e sem recheio ultraprocessado) (p = 0,010), salgados fritos (com e sem recheio ultraprocessado) (p = 0,010) e sanduiches (com e sem recheio ultraprocessado) (p = 0,019). Conclusão: No entorno das públicas houve maior variedade de produtos saudáveis e não saudáveis. Possivelmente o comércio informal apresenta-se como alternativa à proibição do comércio interno. Essa perspectiva deve ser considerada numa possibilidade de regulação do comércio também nas cantinas de escolas privadas. As políticas públicas devem considerar a convivência entre a comunidade escolar e os componentes da economia formal e informal no território onde a escola está inserida.
Palavras-chave: escolas brasileiras, comércio informal de alimentos, comercialização de alimentos.