P376/S6-P55 ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DO PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DA LÍNGUA DE BRISTOL E DO PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DE ANQUILOGLOSSIA DE BEBÊS AMAMENTADOS
- Coordenação de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente, Ministério da Saúde, Brasília, Brasil
- Universidade de Nevada, Las Vegas, Estados Unidos da América
- Instituto de Saúde/Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, São Paulo, Brasil
- Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil
- Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Brasília, Brasil
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Resumo
P376/S6-P55 ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DO PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DA LÍNGUA DE BRISTOL E DO PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DE ANQUILOGLOSSIA DE BEBÊS AMAMENTADOS
Introdução: Anquiloglossia é uma variação anatômica que limita a mobilidade da língua, causada por uma restrição do frênulo lingual. Esta condição pode levar a dificuldades na amamentação: incapacidade do bebê de se alimentar no peito, pega inadequada, baixo ganho de peso e trauma mamilar. Tendo em vista os inúmeros benefícios da amamentação e a importância do diagnóstico precoce de anquiloglossia, tornou-se obrigatória a avaliação do frênulo lingual nas maternidades do Brasil. Objetivo: Realizar adaptação transcultural (ATC) para o contexto brasileiro do Protocolo de Avaliação da Língua de Bristol (BTAT) e do Protocolo de anquiloglossia de bebês amamentados (TABBY), instrumentos recomendados pelo Ministério da Saúde para a detecção precoce da anquiloglossia. Métodos: a ATC dos Protocolos BTAT e TABBY, de origem inglesa, foi desenvolvida através de cinco etapas: Tradução; Reconciliação; Retrotradução; Controle de Qualidade e; Finalização. A tradução e a retrotradução foram feitas por tradutores bilíngues, “cegos” para os instrumentos originais e sem envolvimento com a temática. A Reconciliação e Controle de Qualidade foram realizadas por grupo de especialistas na área e a Finalização pela equipe de coordenação do estudo. A ATC contemplou 16 itens do protocolo BTAT e quatro do TABBY. Resultados: Cada etapa da ATC originou sua(s) respectiva(s) versão(ões): Tradução: versões T1 e T2; Reconciliação: versão R; Retrotradução: versões RT1 e RT1; Controle de Qualidade: versão CT e; Finalização: versão final (VF). As divergências entre especialistas sobre determinados itens foram solucionadas a cada etapa. A VF foi obtida a partir da avaliação de todas as versões pregressas. Conclusão: Os protocolos BTAT e TABBY foram adaptados para população brasileira e estão disponíveis para ser utilizados nas maternidades brasileiras e na Atenção Primária à Saúde para reduzir dificuldades na amamentação, minimizar a chance de diagnósticos falsopositivos e indicação desnecessária de frenotomia.
Palavras-chave: anquiloglossia; aleitamento materno; adaptação transcultural; inquéritos e questionários.